A HISTÓRIA DE UMA ESCOLA

vila

Comunidades  que surgiram

Nessas terras frias.

Aqui se instalaram

Construíram moradias.

***

Vila Nova se ergueu

Com trabalho e honestidade.

Um povo que resistiu

A toda dificuldade.

***

Logo depois surgiu,

A Vila de Jetibá.

Muita gente que se uniu

Para a comunidade formar.

***

Todo povo que se forma

De uma escola vai precisar.

A sociedade se transforma,

Se o povo resolve estudar.

***

Muitos professores vieram,

De alguns deles vou falar:

Luzia na alfabetização,

Ivanilza e Marlucia Coan,

Jandira Marquardt e Maria Aparecida…

De todas elas  sou fã!

***

Diretoras foram eleitas,

Em eleições democráticas

Lusiane Helena e Aparecida,

Duas professoras fantásticas!

***

E muitos professores chegaram

Para essa escola engrandecer:

Ritas das Posses e Dilza,

Clebson e Gislaine,

Miquéias ,Vanusa e Jane Fanti

E me desculpem minha gente,

Se algum nome eu esquecer!

***

No cordel da nossa vida

Um nome vou escrever

EMEF Vila de Jetibá

Jamais vamos te esquecer!

 

Antonio Neto,

Santa Maria de Jetibá, 20 de setembro de 2018.

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RICARDO CHAGAS, um talento do Paraná!

 

ricardo

EM NOME DO PAI

Chego em casa todo moído, a oficina tá me matando. Um escarcéu na rua de casa. Polícia, gentarada, rádio, TV o escambau. Logo fico sabendo que mataram o moleque do vizinho. Era colega do meu piá. O mundo anda doido mesmo. Minha mulher tá esquentando a barriga no fogão. Meu moleque de olho vidrado na TV. A mulher falou que o piá tá muito assustado desde que soube da morte do amigo. Vou falar com ele: “As coisas são assim mesmo, basta tá vivo pra morrer, antes ele do que o cê.” O moleque não me olha, não responde, apenas balança a cabeça. Parece que viu o diabo na frente. Deixo pra lá. No meu tempo as coisas eram diferentes, meu pai tinha me enfiado a mão na fuça só por eu não olhar no olho dele enquanto falava. Essa molecada só quer saber de TV, videogame, computador. No meu tempo, brinquedo era cabo de enxada, passava o dia todo capinando debaixo do sol.

Tomo uma ducha gelada. Alguma coisa tá errada. O guri tá assustado demais. E se ele viu alguma coisa e não quer contar. De repente, um frio na barriga. Putz… Minha arma! Saio do chuveiro, não me enxugo, enrolo a toalha na cintura. Vou ver a caixa de sapatos em cima do guarda-roupa. Porra! Eu sabia, fuçaram no meu revólver. Tiro a cinta da calça e vou atrás do piá.

“Onde que tá o meu revólver, seu moleque do capeta?” Grito, com a cinta erguida na mão.

“Num sei, num sei, num sei…” Diz o moleque, se encolhendo todo.

“Não mente, seu filho de uma égua!” Desço a cinta nele. O couro estala no ar. Acho que acerto a fivela, sai muito sangue.

“Foi sem… querê. A arma… disparô sozinha…” Diz, soluçando.

Sinto algo estranho. Um aperto no peito. Um nó na garganta. A vista escurece. Achei que ia ter um treco. Não vejo mais nada, desço a cinta no piá com toda a força. Milha mulher tenta entrar no meio. Dou lhe um soco na testa. Ela cai sentada no chão.

“É culpa sua, bruaca! Onde tava que não viu o moleque fuçando no meu revólver? Tava batendo perna?”

Ela não diz nada, acho que ficou meio tonta com a pancada. Melhor. Se abrisse o bico, ia perder os dentes. Pego o moleque pelo colarinho e jogo no carro. Não tem nem dez anos e já é bandido. Sou pai dum assassino.

“Vou te levar pra cadeia, seu filho de uma puta. Cê vai passar o resto da vida lá. E engole o choro, senão vai apanhar mais.”

Levo uma meia hora pra chegar na delegacia. Mas parece que demoro muito mais. No caminho, um silêncio desgraçado. Paro em frente à cadeia. Tá tudo vazio.

“Desce moleque, chegou tua hora.”

O guri se encolhe todo, abraça os joelhos, choraminga, mija nas calças.

“Se molhar o banco do carro com urina, eu te mato.”

Já tá bom. Acelero o carro, pego o caminho da rodovia, ando alguns quilômetros, depois pego a estrada e ando mais um tanto até a casa da minha velha. Ela se assusta ao me ver. Povo do sítio não é acostumado a receber visita à noite.

“Filho, o que tá acontecendo? Por que o piá tá desse jeito?

“O moleque fez umas artes lá na cidade. Num dá pra explicar agora, ele vai passar uns tempos aqui.”

“Ô, filho, reza, tem que rezá. Deus ajuda nós.”

Ela tenta me fazer um afago, eu chego pra lá. Ela põe um terço no bolso da minha camisa. Entro no carro, bato a porta. Ela leva o piá pra dentro. Acendo um cigarro. Minha mão não para de tremer. Seguro firme o volante. Sossega, mão! Sinto o rosto molhando. Enxugo os olhos com as costas da mão. Macho não chora. Meu peito dói, levo a mão no coração. Sinto o terço no bolso da camisa. Faço o sinal da cruz. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo, amém.

 

Biografia

Sou formado em Letras na Univale, e em Geografia da UEPG. Até pouco tempo era borracheiro, o que deixava algumas pessoas perplexas ao verem pilhas de livros em uma borracharia, hoje trabalho como professor na rede pública de ensino e Orientador de Atividades na Biblioteca Sesc. Publiquei algumas crônicas e contos nos jornais Folha de Londrina, Paraná Centro, Revista Uma Nova Visão e Revista Pluriversos. Em 2010 recebi menção honrosa no Prêmio Cataratas de Contos e Poesia, em 2011 fui o segundo colocado no XXXIII Concurso Nacional de Contos e Poesias da FAFIMAN, em 2012 recebi menção honrosa no Concurso Nacional de Contos Laertes Larroca e no VII Concurso de Crônicas Rubem Braga. E fui novamente segundo colocado no XXXIV Concurso Nacional de Contos e Poesias da FAFIMAN. Em 2013 recebi menção honrosa no Prêmio TOC 140 Os cem melhores poemas do Twitter e fui primeiro colocado no XXXV Concurso de Contos e Poesias da FAFIMAN, em 2014 recebi menção honrosa no 13º circuito de Literatura Clesi: 5º Concurso Nacional Contos, fui finalista do Concurso de Contos José Cândido de Carvalho e recebi menção honrosa no Prêmio Cataratas de Contos e Poesias 2014 e no Prêmio CLIPP 2014. Em 2015 recebi menção honrosa no 14° Circuito de Literatura Clesi: 6° Concurso Nacional de Contos. Em 2016 publiquei diversas crônicas para o site Literatura Amarga, fui 3º colocado no Prêmio Escriba de Contos. Em 2017 recebi menção honrosa no 30° Concurso de contos cidade de Araçatuba, fui selecionado para publicação no 7º Concurso de microcontos de humor de Piracicaba.

 

Contato do escritor:

https://www.facebook.com/ricardo.chagas.71

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DOARTE

Livro de poemas de Giuseppe Caonetto

Em 87 tercetos, Giuseppe Caonetto nos faz refletir sobre o sentido da palavra DOAR. Caonetto desvela que Doar é uma  Arte.

Cada terceto é uma sugestão… Uma pista… Um aceno …

Cada terceto de Caonetto descortina, aos que ainda não sabem, que Doar abre mais horizontes do que receber.

“Doar

cultivar rosas

no jardim vizinho”      p.28

Com a palavra DOAR, Caonetto faz alquimia. Dá 87 conotações a este verbo, explora -até a sublimação – as possibilidades desta palavra. De acordo com Cosson (2014, p. 16): ” A prática da literatura, seja pela leitura, seja pela escritura, consiste exatamente em uma exploração das potencialidades da linguagem, da palavra e da escrita, que não tem paralelo em outra atividade humana. ”

É nesta exploração que Caonetto nos conduz. Aceitemos o convite e leiamos cada terceto. Em doses homeopáticas ou de uma só vez, como o leitor preferir.

Não há  contraindicação! Não há limite de idade!

Basta ter leveza e deixar-se levar… Sem pressa!

“Doar

é a arte de compartilhar

celeiros”      p.64

 

Links para conhecer a obra do autor>

https://www.facebook.com/GiuseppeCaonetto/

https://www.linkedin.com/in/giuseppe-caonetto-069756b3/

 

Referências:

CAONETTO, Giuseppe. Doarte. Paranavaí: Editora Paranavaí, 2016.

COSSON, Rildo. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014.

 

 

 

 

 

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DIÁSPORA PARANAENSE

DIÁSPORA PARANAENSE

                                                                                   Antonio Neto

Meu amigo José,

Filho pródigo de Maringá.

Você nunca mais deu notícias,

Engrossou a fila dos migrantes,

É mais um paranaense errante,

Perdido na Pauliceia!

 

*

 

“Procura-se:

Homem justo,

Simples,

Natural do Paraná.

Quem encontrá-lo,

Será presenteado com uma canção.”

 

**

 

José,

Você é tão simples,

Tão puro!

Um trovador do sertão!

Agora, um ser apagado…

O seu violão está calado,

Sufocado na multidão.

 

***

 

“Procurado:

Paranaense ausente,

Um caçador de ilusões,

Favor entrar em contato

Através deste poema.”

 

****

 

 

Meu amigo José,

Já não ouço a sua voz

Acordando a madrugada,

Despertando a passarada

Que dorme nos pinheirais.

 

*****

 

“Urgente:

Recompensa-se bem quem tiver notícias concretas,

Abstratas,

Objetivas ou subjetivas,

Que possam identificar a (in)exata localização

Do esperançoso migrante

Que se perdeu na busca do vil metal”

 

******

 

José,

Você é tão exato,

Tão casto!

Um típico samaritano.

Hoje, você é estatística:

Um homem sem rosto,

Sem nome.

Um algarismo suburbano!

 

*******

 

“Busca-se – poeticamente – José,

Um filho pródigo do Paraná.

Há décadas que não visita a família,

Não vota,

Não manda notícias.

Esqueceu o caminho de casa…”

 

********

 

José,

Você é negro,

É branco,

Um bugre desconfiado.

É mais um retirante…

Você é brasileiro demais!

 

*********

 

“Desaparecido:

Um rebento de Maringá.

Último endereço: as ruas de São Paulo.

Características marcantes:

Olhar de menino e o cheiro do Paraná.

Estatura: a da honestidade.

Cor: a humana.

Peso: insustentável.

Cicatrizes no ego,

Lacerações nos sonhos,

Marcas de envelhecimento precoce,

Incontáveis queloides nas costas.

Hobbies: canta(dor) e pintor de crepúsculos.”

 

**********

 

José,

Você não é carpinteiro;

Nem o seu filho se chama Jesus…

Você é mais um sem-teto,

Um homem sem paradeiro.

A sua vida é a sua cruz!

 

***********

 

“Carta ao vento:

Amigo,

Perdoe-nos por não o encontrarmos.

Já vasculhamos o palheiro urbanístico,

Investigamos o indevassável,

Interrogamos o silêncio…

Dê-nos uma pista, José!”

 

************

 

 

Meu amigo maringaense,

Busco o seu nome na lista dos desaparecidos,

Dos indigentes,

Despossuídos,

Enganados,

Desiludidos,

Dos sonhos abduzidos…

Procuro,

Procuro!

Procuro à toa!

 

*************

 

“Abaixo assinado:

Nós, abaixo assinados, pedimos a intercessão dos deuses romanos, indígenas e africanos, para que possamos encontrar um ente querido que sumiu do mapa. Seu nome, José. A localização deste cidadão é indispensável para a Consumação dos Séculos. Amém!“

 

**************

 

“Desabafo:

Quando o conheci,

Eu ainda não sabia ser amigo.

Perdoe a minha ascendência adâmica:

O meu egoísmo,

A minha inveja,

A minha roda dos escarnecedores.

Amigo, perdoe a minha cegueira!”

 

***************

 

José,

Meu nobre brasileiro!

Você é um povo inteiro

Que saiu do interior.

Eu o procuro

Em crônicas,

Em poemas,

E lamentos.

Peço a ajuda dos ventos.

Eu abraço a sua ausência!

 

*****************

 

Meu amigo José,

Filho pródigo de Maringá!

 

 

 

Contato do autor: aspn70@hotmail.com

solitário

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Conceição Evaristo

 

conceição evaristo

A escritora Conceição Evaristo

Meia lágrima

Não,
a água não me escorre
entre os dedos,
tenho as mãos em concha
e no côncavo de minhas palmas
meia gota me basta.

Das lágrimas em meus olhos secos,
basta o meio tom do soluço
para dizer o pranto inteiro. Sei ainda ver com um só olho,
enquanto o outro,
o cisco cerceia
e da visão que me resta
vazo o invisível
e vejo as inesquecíveis sombras
dos que já se foram.

Da língua cortada,
digo tudo,
amasso o silencio
e no farfalhar do meio som
solto o grito do grito do grito
e encontro a fala anterior,
aquela que emudecida,
conservou a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.

 

CONCEIÇÃO EVARISTO (Maria da Conceição Evaristo de Brito)

Doutora em Letras (Literatura Comparada) – UFF – Universidade Federal Fluminense -(2011). Mestre em Letras – PUC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1996). Graduada em Letras – Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990). Atua nas áreas de Literatura e Educação, com ênfase, em gênero e etnia. Assessora e consultora em assuntos afro-brasileiros para pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Poetisa, romancista e ensaísta. Parte de sua produção poética aparece em Cadernos Negros, publicação do Grupo Quilombhoje, de São Paulo. Autora dos romances Ponciá Vicêncio e Becos da memória. Antologia poética: Poemas da recordação e outros movimentos; e Antologia de Contos: Insubmissas lágrimas de mulheres. O romance Ponciá Vicêncio tem sido indicado como obra de leitura em vestibulares de universidades brasileiras. Em 2007, foi traduzido para a língua inglesa e está em processo de tradução para a língua francesa.

Fonte: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4796341Z8

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RUAS … DO BRASIL

Crônica de Elizabeth Sunshine, brasileira residente em Corby (UK)

Brasil, país onde nasci, cresci e me despedi. E segui para outros destinos, à procura de segurança e de proteção; só não encontro perfeição, mas sinto paz no coração.

Oh pátria que um dia foi tão amada, hoje tão temida, tão desprezada, não mais a pátria desejada.

Lugar onde eu corria livremente para sentir a brisa no rosto, se tornou um cenário onde corro para não ter o rosto desfigurado.

As praças eram cheias de crianças brincando, hoje resta o vazio, o silêncio, o medo….

Antigamente o zoológico era o ponto turístico muito visitado, hoje em dia os animais andam às soltas, não existem mais jaulas, vagam destemidos, se achando donos dos territórios, passam aterrorizando e matando. O Zoológico sem jaulas fez uma parada na estação Pedro II do Metrô. E os animais mais desprezíveis e nojentos são : Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo do Nascimento Martins, que se divertiram massacrando em local público a sua presa – Luis Carlos Ruas –  um nobre trabalhador que saiu em defesa do próximo, que teve a nobre atitude e coragem que a pouca plateia que ali estava não teve para o ajudar.

Agora esses animais que andavam livremente querem estar numa jaula separadamente para não morrerem.

Que a justiça seja feita, jaula compartilhada com animais do seu patamar. Vocês têm que aprender a viver em sociedade prisional.

Luís Carlos Ruas, que muitas Ruas sejam iluminadas como você foi, a sua atitude foi nobre e te levou para a eternidade. “Se essa Rua fosse minha, eu mandava ela brilhar, com pedrinhas de brilhante só para o meu amor passar…” É isso… Você espalhou pedrinhas para o próximo passar! Descanse em paz, Ruas!

 

 

 

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José Carlos Oliveira: um sábio na Patetocracia

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José Carlos Oliveira ( foto do Arquivo Secult – ES)

Nascido na ilha de Vitória, em 1934, José Carlos  Oliveira foi um  escritor produtivo, corajoso e transgressor (em um momento em que  transgredir era um ato perigoso); tendo escrito para o Jornal do Brasil por mais de 20 anos. Durante os Anos de Chumbo, ele foi uma voz crítica e irônica que ousou, na escrita, encarar a sombra do regime militar.

Depois de décadas de ausência, J. C.  Oliveira retorna à terra natal. Desenvolve na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o projeto Escritor Residente . Ironia do destino, voltou à sua terra para a despedida final. O notável escritor viria a falecer no dia 13 de Abril de 1986.

Pouco conhecido fora dos círculos acadêmicos, José Carlos Oliveira é um autor que faz jus a uma maior divulgação e valorização por parte de capixabas e demais concidadãos brasileiros.

Nessa oportunidade, apenas farei a apresentação desse escritor que deveria dispensar apresentações. Contudo, num país que esquece facilmente os seus filhos mais talentosos, faz-se necessário este nosso esforço.

A obra de José Carlos  Oliveira:

Romances:

O Pavão Desiludido, de 1972;

Terror e Êxtase, de 1978;

Um Novo Animal na Floresta, de 1981;

Domingo, 22, de 1984).

 Coletâneas de crônicas:

Os Olhos Dourados do Ódio, de 1962;

A Revolução das Bonecas, de 1967;

O Saltimbanco Azul, de 1979;

Bravos Companheiros e Fantasmas, de l986.

Diário da Patetocracia (coletânea póstuma organizada por Bernardo de Mendonça), 1995

 

Vale a pena conhecer mais este talentoso escritor.  Recomendo:

http://www.secult.es.gov.br/noticias/22516/encontro-na-biblioteca-lembra-os-30-anos-da-morte-de-jose-carlos-oliveira.html

http://www.graphia.com.br/diversos/diariocrit.php

http://tertuliacapixaba.com.br/index.htm

Depoimentos em vídeo:

Documento audiovisual produzido por Pedro J. Nunes, escritor residente da Biblioteca Pública do Espírito Santo

Agradeço a sua visita!

Antonio Neto

Santa Maria de Jetibá, 27 de novembro de 2016.

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